sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Região Norte tem 38,6% de conectados à internet



Pela primeira vez, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apontou que mais da metade da população brasileira tem acesso à internet. Em 2013, de acordo com os resultados divulgados ontem pelo IBGE, 50,1% dos brasileiros acima de dez anos - o equivalente a 86,7 milhões de pessoas - navegaram pela internet alguma vez, seja em casa ou em outro local, nos três meses que antecederam a pesquisa. Em 2012, esse percentual era de 49,2%, ou 84,204 milhões de pessoas.

O ritmo de expansão do número de internautas, no entanto, vem caindo nos últimos anos. Em comparação com 2012, o crescimento foi de 2,9%. Mas, entre 2011 e 2012, o crescimento foi de 6,9%. De 2009 para 2011, o aumento foi de 14,8% e, entre 2008 e 2009, de 21,6%.

O acesso à internet tem variação expressiva entre as regiões: no Sudeste, a fatia já chega a 57,7%, seguida por Sul, com 54,8%, e Centro-Oeste, que atingiu 54,3%. Os menores níveis de acesso estão nas regiões Norte (38,6%) e Nordeste (37,8%).

São os jovens os que mais usam a rede mundial: 76% entre a população de 15 a 17 anos, 74,2% de 18 a 19 anos e 71% na faixa entre 20 e 24 anos. No grupo dos que têm mais de 50 anos, 21,6% tiveram acesso à internet em 2013, contra 20,5% em 2012.

sábado, 13 de setembro de 2014

Dupla tempestade solar preocupa cientistas


Dupla tempestade solar preocupa cientistas (Foto: Reprodução/Nasa)
Impactos de uma explosão dupla de tempestades solares poderão ser sentidos na Terra na noite desta sexta-feira (12) e no sábado (13). É o que afirma o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (SWPC), que emitiu um alerta.

Segundo o Centro, o evento poderá afetar sinais GPS, comunicações por rádio e transmissões de energia.

Os efeitos seriam mais sentidos nas regiões próximas aos polos, onde as interações com o campo magnético terrestre são mais fortes, explica o Centro.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Pesquisa aponta empate entre Dilma e Marina


Pesquisa aponta empate entre Dilma e Marina (Foto: Reprodução)

Pesquisa de intenção de voto divulgada nesta quarta-feira (3) pelo Datafolha aponta a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT)
com
35% na preferência do eleitorado, seguida da candidata Marina
Silva
(PSB) com 34% e do candidato Aécio Neves (PSDB) com 14% na disputa pela Presidência da República.

Segundo os números, Dilma e Marina estariam tecnicamente empatadas. No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 29 de agosto, Dilma tinha 34%, Marina, 34%, e Aécio, 15%.


Os números mostram ainda os candidatos Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (PSOL), Pastor Everaldo (PSC) e José Maria (PSTU) com 1% cada. Brancos e nulos somam 6% e 7% não sabem em quem votar.

A pesquisa também perguntou em quem os eleitores votariam em um eventual segundo turno. Os resultados mostram que na disputa entre Dilma e Marina, a candidata do PSB venceria a do PT por 48% a 41%. O resultado aponta uma diminuição da diferença entre as candidatas, pois na pesquisa anterior do Datafolha Marina venceria por 50% a 40%.

Já no embate contra Aécio Neves, Dilma venceria por 49% a 38% (na semana anterior, era 48% a 40%). O instituto também fez simulação de um embate entre Marina e Aécio, cenário em que a candidata do PSB venceria por 56% a 28%.

O Datafolha ouviu 10.054 eleitores de 361 municípios, entre 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00517/2014.

(Agência Brasil)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Governo propõe criar instituto de saúde indígena


O governo federal propôs a criação de um novo órgão para cuidar da saúde e do saneamento indígenas, que vai permitir a contratação de trabalhadores, sem concurso público, e a aquisição de equipamentos e serviços sem obedecer aos trâmites da Lei de Licitações.

Segundo o Ministério da Saúde, no entanto, há regras que deverão ser seguidas pelo Insi (Instituto Nacional de Saúde Indígena), como seleções públicas de candidatos e compras que “respeitam os princípios” da lei atual de licitações.

A proposta tem o objetivo de evitar o descumprimento de um acordo judicial que previa o fim da terceirização na saúde indígena, firmado com o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho em 2008, mas que previa a realização de concurso público na área. A proposta foi desenhada pela Saúde ainda sob a gestão Alexandre Padilha e em parceria com o Ministério do Planejamento.

A ideia é que o novo órgão, batizado de Insi, integre a administração indireta e seja regido pelo direito privado, mas ficará subordinado ao Ministério da Saúde e deve herdar um orçamento anual de cerca de R$ 1 bilhão, para atender a cerca de 660 mil indígenas que vivem em aldeias.

O governo está discutindo a proposta com as comunidades indígenas e com o Ministério Público. A Saúde pretende mandar um projeto de lei ao Congresso Nacional até outubro para que ele possa ser concretizado.
Sua criação ocorre apenas quatro anos após a criação de um outro órgão para saúde indígena, a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), que descentralizou a gestão para os DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas), mas não foi capaz de resolver os problemas do setor, na avaliação dos órgãos de controle.

É UM SETOR MARCADO POR IRREGULARIDADE

Historicamente, o setor da saúde indígena é marcado por irregularidades e suspeitas de corrupção, desde quando ficava a cargo da Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

A Folha de S.Paulo revelou em março, por exemplo, que auditorias da CGU (Controladoria-Geral da União) detectaram gastos irregulares de R$ 6,5 milhões na saúde indígena, já sob a gestão da Sesai, e houve afastamento de funcionários suspeitos de envolvimento.

Essa proposta do Insi, porém, já começou a gerar protestos do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), que a classifica de “privatização da saúde indígena”.

Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o instituto vai agilizar a prestação de serviços na área e continuará sendo fiscalizado pelo ministério e pelos órgãos de controle, como CGU, TCU (Tribunal de Contas da União) e Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde).

“Não existe perda de controle, essa é a grande vantagem, tem o ganho de governança da administração privada e não perde o caráter público”, afirmou.

Nesse quadro, a Sesai permaneceria apenas como formuladora de políticas para o setor, enquanto o Insi executaria toda a prestação de saúde indígena.

TERCEIRIZADO

Atualmente, a Sesai terceiriza a saúde indígena por meio de três organizações sociais, que contratam a mão de obra para atuar nos DSEIs, atualmente de cerca de 12 mil profissionais. A ação do Ministério Público era justamente para evitar essa terceirização, considerada ilegal.

Segundo Chioro, as contratações agora seriam feitas diretamente pelo Insi, por meio de processos seletivos mais simplificados que concursos públicos, da mesma forma que ocorreria com as licitações.

“Na parte de compras, por exemplo, você respeita os cinco princípios da 8.666 [Lei das Licitações], mas vai ter um regimento de compras que permite ter dispensa de várias etapas, os prazos são menores, tem aquisição de materiais e serviços com muito mais agilidade e transparência”, afirmou o ministro.

Para o secretário executivo do Cimi, Cleber Buzatto, o Insi vai “legalizar os vínculos empregatícios precários e perpetuar o caos”.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Novo salário mínimo poderá ser de R$ 788,06


Novo salário mínimo poderá ser de R$ 788,06 (Foto: Divulgação)

A partir de 1º de janeiro de 2015, o salário mínimo deve ser R$ 788,06, segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) 2015.

O anúncio do reajuste de 8,8% foi feito nesta quinta-feira (29) pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, depois de entregar a proposta ao presidente o Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). A ministra antecipou que o texto prioriza investimentos em saúde, educação combate à pobreza e infraestrutura.

Pela Constituição, o prazo de entrega do projeto pelo Executivo termina no dia 31 de agosto. Mas, com a expectativa de conclusão da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as metas e prioridades da administração pública federal, só na semana que vem, durante o esforço concentrado, o governo se antecipou. A LDO deveria orientar a elaboração da peça orçamentária.

O Orçamento Geral da União (OGU) é formado pelo orçamento fiscal, da seguridade e pelo orçamento de investimento das empresas estatais federais. A Constituição determina que a proposta seja votada e aprovada até o dia 22 de dezembro. No projeto de lei, também consta a estimativa para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5%, no próximo ano.

(DOL, com informações da Agência Brasil)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Governo Federal garante R$ 35 mi ao Pará



Governo Federal garante R$ 35 mi ao Pará (Foto: Divulgação) 
O ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, participou ontem à tarde, em Belém, da cerimônia de assinatura de contratos pela Caixa Econômica Federal para repasse de recursos do Orçamento Geral da União destinados à execução de obras de saneamento básico em dois municípios do Pará. O dinheiro, totalizando R$ 35,9 milhões, só será liberado depois das eleições de outubro, em atendimento a disposições da legislação eleitoral.

Um dos contratos foi assinado com o governo do Estado. No valor de R$ 21,4 milhões, ele visa permitir a execução de um projeto de abastecimento d’água na cidade de Oriximiná. A obra, que será inteiramente bancada com recursos federais, prevê a implantação de um sistema de captação superficial e a ampliação da estação de tratamento d’água, que passará dos atuais 90 litros para 180 litros por segundo.

De acordo com informação divulgada à imprensa pela Superintendência de Negócios da Caixa Econômica no Pará, serão ainda construídos em Oriximiná uma estação elevatória de água, três reservatórios e 62,4 quilômetros de rede de distribuição, além de 7,5 mil ligações domiciliares. O prefeito de Oriximiná, Luiz Gonzaga Viana Filho (SDD), disse que o projeto vai beneficiar cerca de duas mil famílias. Segundo ele, 60% da população urbana, estimada em 63 mil habitantes, são precariamente atendidos, até hoje, por deficientes microssistemas de captação.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Começa campanha de vacinação no Pará

Começa campanha de vacinação no Pará (Foto: Agência Brasil/Arquivo)O Pará começou na última segunda-feira (18) a disponibilizar a vacina contra a hepatite A, destinada a crianças na faixa etária de 12 meses a 2 anos incompletos. A meta mensal é vacinar 11.438 crianças em todo Estado. Segundo a coordenadora estadual de Imunização, Jaíra Ataíde, a vacina já foi introduzida no calendário vacinal infantil, sendo que as crianças precisarão tomar somente uma dose para ficarem imunes à doença.
O Ministério da Saúde investiu R$ 111,1 milhões na compra de 5,6 milhões de doses da vacina. A meta nacional é imunizar 95% do público-alvo. “O Pará tem até o dia 1º de setembro para abastecer os mais de 1,3 mil postos de vacinação espalhados pelo Estado. Ainda estamos no período de recebimento da vacinação nos Centros Regionais de Saúde. A distribuição está sendo feita gradativamente aos municípios de abrangência de cada um desses Centros. É importante ressaltar que priorizamos a área indígena, onde a vacina já está disponível em todas as unidades de saúde”, explicou Jaíra.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos ocorrem cerca de 1,4 milhão de casos de hepatite A no mundo, sendo identificados casos esporádicos e epidemias. No Brasil, estima-se que por ano 130 novos casos a cada 100 mil habitantes.

A doença
A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida como “hepatite infecciosa”. Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Geralmente, não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção.
O diagnóstico da doença é realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-HAV. Após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado, de acordo com a saúde do paciente. A doença é curável quando o portador segue corretamente todas as recomendações médicas. Na maioria dos casos, a hepatite A é uma doença de caráter benigno. Causa insuficiência hepática aguda grave e pode ser fulminante em menos de 1% dos casos.
A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições de higiene e de saneamento básico. Algumas medidas são importantes podem prevenir a doença: lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos; lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos; cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e carne de porco.

(DOL, com informações da Sespa)