sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pelé não responde bem a antibiótico e quadro é delicado



O quadro de Pelé se agravou na noite desta quinta-feira. Internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Albert Einstein, em São Paulo, com uma infecção abdominal, o ex-jogador não respondeu adequadamente ao antibiótico utilizado no tratamento. O uso do remédio foi uma tentativa de combater a bactéria que causou uma infecção no sangue de Edson Arantes do Nascimento. Por volta das 22h30, a repórter Joanna de Assis trouxe as últimas informações de frente do hospital.

- Infelizmente, as notícias não são as melhores. O quadro de saúde de Pelé neste momento é considerado no mínimo delicado. Tem um quadro de gravidade sim. Ele foi internado na segunda-feira, com quadro de infecção urinária. Só que esse quadro se agravou. A resposta ao antibiótico não foi a adequada, segundo os médicos - explicou a repórter do SporTV.

Aos 74 anos, Edson Arantes do Nascimento passou por uma intervenção cirúrgica para retirada de cálculos renais. Por conta de uma infecção na região abdominal, o Rei do Futebol precisou ser internado. Desde a última segunda-feira, o ex-jogador recebe cuidados especiais da equipe médica do hospital Albert Einstein. Pelé chegou a passar mal em Santos, onde participaria de um evento no museu que recebe o seu nome.

- Essa internação na UTI, para que ele tome medicações ainda mais fortes, é para tentar combater essa bactéria. Obviamente, por causa das toxinas que são eliminadas pela bactéria o sangue foi infectado e os rins começaram a falhar. Segundo o último boletim médico divulgado pelo hospital, Pelé está num tratamento de suporte renal, a hemodiálise, que é o uso de um aparelho para filtrar o sangue na tentativa de se eliminar essas toxinas que estão infectando o sangue. Pelé precisou também tomar medicação por apresentar um quadro de hipotensão, para controlar a pressão arterial - esclareceu Joanna de Assis.

As próximas 48 horas são consideradas fundamentais para o quadro. Os médicos consideram que a infecção precisa ser controlada nesse período, para que não haja piora.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

STJD confirma título da Copa Verde ao Brasília

STJD confirma título da Copa Verde ao Brasília  (Foto: Divulgação)

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu por 3 votos a 2 que o Brasília continua campeão da Copa Verde.

No fim da manhã desta quinta-feira (27) o julgamento do Pleno - última instância na esfera desportiva - confirmou o título da competição e a vaga na Copa Verde para e quipe candanga.

Os representantes do Paysandu, por su vez, que acompanharam o julgamento no Rio de Janeiro mostraram-se indignados com a decisão do STJD.

"O BID não existe mais no futebol. Perdeu a sua função. Por isso que tomamos de 7 a 1 da Alemanha. O Paysandu estava tranquilo para vir ao julgamento, mas a falta de organização no futebol brasileiro não permitiu", reclamou Alberto Maia, atual diretor jurídico e futuro presidente do Paysandu a partir de 2015. "Se o BID não é levado a sério, o futebol brasileiro como um todo também não é!"

Vandick Lima, atual presidente bicolor, chegou a ser mais enfático em sua queixa. "Eu nunca mais vou assumir cargo no futebol! Quatro jogadores do Brasília estavam irregulares. Um deles fez gol em Belém e no jogo de volta. É claro que eles tiveram influência na decisão. Tudo isso é um prejuízo para o nosso clube. Infelizmente o STJD não deixou", concluiu.

Aprovada guarda compartilhada de filhos de pais separados

Projeto prevê também a necessidade de divisão equilibrada do tempo de convivência com filhos

 
O plenário do Senado aprovou ontem (26) o projeto de lei que garante a guarda compartilhada de filhos de pais divorciados, mesmo que não haja acordo entre as partes. A matéria tinha sido aprovada de manhã, pela Comissão de Assuntos Sociais, e foi enviada, em regime de urgência, para apreciação pelo plenário da Casa, passando à frente de outras pautas na fila de votação.

O texto muda a atual redação do Código Civil, que tem induzido juízes a decretarem guarda compartilhada apenas nos casos em que há boas relações entre os pais após o fim do casamento. A ideia é que esse tipo de instituto seja adotado justamente quando se faz mais necessário: nas separações conflituosas.

O projeto prevê também a necessidade de divisão equilibrada do tempo de convivência dos filhos com cada um dos pais. Além disso, estabelece multa para escolas e estabelecimentos que se negarem a dar informações sobre o filho a qualquer um dos pais. Ainda segundo o projeto, serão necessárias autorizações dos dois pais para os casos em que o filho menor de idade venha a mudar de município ou em caso de viagem ao exterior.

A aprovação foi comemorada pelo presidente da Associação de Pais e Mães Separados (Apase), Analdino Rodrigues Paulino. “Foi uma vitória fantástica, nós estamos há 12 anos lutando pela guarda compartilhada”, disse.

Segundo Paulino, existem 20 milhões de crianças e adolescentes filhos de pais separados, que serão beneficiados com a lei. Para ele, a lei vai atender justamente os casais que não têm acordo, para garantir que as crianças tenham convivência com os dois lados.

“O casal vai combinar, e a Justiça homologa. Se o casal não combinar, o juiz vai determinar [o funcionamento da guarda] e procurar fazer a divisão de tempo da forma mais equânime possível. Se o pai tem mais tempo para cuidar, ele fica mais tempo com a criança, se a mãe tiver mais tempo, ela ficará mais tempo. Mas os dois terão a guarda e o direito garantido”, disse.

O projeto transforma a guarda compartilhada em regra, e não mais em exceção a ser buscada na Justiça. No entanto, ele prevê dois casos em que ela não será adotada: em caso de o juiz avaliar que um dos pais não esteja apto para cuidar do filho, ou nos casos em que um deles manifeste desejo de não obter guarda.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Minuto de celular do Brasil está entre mais caros do mundo

Órgão ligado à ONU aponta US$ 0,53 como preço médio no país

O Brasil é um dos países com maior custo por minuto de ligações de celulares, mostrou um levantamento da União Internacional de Telecomunicações (UIT), cuja metodologia foi questionada nesta segunda-feira (24) pelo sindicato que reúne as operadoras do país, o Sinditelebrasil.

O levantamento da UIT -- que analisa 166 países -- afirma que o custo do minuto para ligações de celular em horário de pico e dentro da rede da mesma operadora no Brasil é de US$ 0,53 por minuto, acima da maior parte dos países analisados, com exceção de França e Grécia (US$ 0,54), Irlanda (US$ 0,60) e Suíça (US$ 0,65). Os números são de 2013. Fora da rede, ou seja, nas ligações para outras operadoras, os preços adotados no Brasil são mais altos, ficando em US$ 0,55. O país, nesse caso, fica atrás apenas de Irlanda (US$ 0,60) e Suíça (US$ 0,65).

Segundo o Sinditelebrasil, no entanto, a pesquisa está distorcida, por considerar apenas o preço-teto do minuto da telefonia móvel homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com o sindicato, o preço médio por minuto do celular no Brasil é de cerca de US$ 0,07.

O diretor-executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy, explicou que as empresas informam preços-teto para a Anatel homologar, que não podem ser ultrapassados. "Para não ter risco de ficar acima do valor da Anatel, as operadoras colocam (os preços-teto) bem altos e praticam promoções", disse. Levy citou relatório da Anatel segundo o qual o valor médio do minuto homologado no terceiro trimestre de 2013 variava entre R$ 1,20 e R$ 1,40, sem tributos, e que, na prática, com descontos e promoções, o preço médio era de R$ 0,15 por minuto.

Em comunicado, o sindicato informou que o preço médio do minuto do celular no Brasil representa 13% do preço apontado pela UIT, órgão ligado às Nações Unidas. As informações do sindicato são baseadas em estudo da consultoria Teleco. Já a Anatel informou que segundo seus cálculos o preço do minuto da telefonia móvel no segundo trimestre de 2014 no Brasil -- incluindo planos pré e pós-pagos -- foi de R$ 0,16, ou cerca de US$ 0,06m tomando como base a cotação desta segunda-feira.

Banda larga - Por outro lado, o preço médio da assinatura residencial mensal da banda larga fixa no Brasil está entre os mais baratos, em US$ 13,82 por 1 Mbit/s (megabit por segundo), de acordo com a UIT.

Na China, a assinatura mensal pela mesma velocidade sai em média por US$ 19,37, e na Colômbia, por US$ 19,80. Apesar disso, há países que oferecem velocidades bem maiores a preços mais baixos. É o caso da Rússia, onde a assinatura mensal de Internet de 5 Mbit/s sai por US$ 6,28, em média. Já em Cingapura, a banda larga fixa de 25 Mbit/s sai por um valor médio de US$ 19,90, segundo a UIT.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Pará fica sem receber meio bilhão do Governo Dilma

Estado não teve total de transferências do governo federal esperadas este ano

Foto: arquivo O LiberalO Governo Federal está promovendo uma série de manobras fiscais para fechar as contas do ano. Enviou ao Congresso pedido para descontar do superávit primário – a meta de economia para pagamento dos juros de dívida pública – os gastos com o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e as desonerações tributárias. Tal expediente é uma novidade em relação aos anos anteriores. Além disso, a União deixou de pagar uma dívida estimada em R$ 2 bilhões aos Estados e Municípios, que podem ter que ficar com a conta. Segundo cálculo da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefa), deste total, cerca de R$ 200 milhões de repasses federais podem ser adiados para 2015, entre Fundo de Exportação, Fundeb, Royalties, Compensação da Lei Kandir e recursos da saúde e educação. Ainda segundo as contas da secretaria, o Pará amarga mais uma dívida de R$ 357 milhões, resultado da queda dos repasses federais, ou seja, por conta da diferença entre o que foi prometido ser pago pelo Governo Federal ao Estado e o que foi efetivamente repassado ao longo deste ano.

O alerta sobre a situação que prejudica os Estados foi dado esta semana, em Brasília, durante Fórum que reuniu representantes do Conselho Nacional de Secretários de Estados da Administração (Consad), Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento (Conseplan) e a Coordenação dos Secretários de Fazenda no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). As três entidades, em conjunto, apresentaram uma carta-conjunta, assinada por representantes de gestores de 23 Estados, entre eles o Pará, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Distrito Federal, Amazonas, entre outros. No texto, além de escancaram um problema que vinha sendo omitido pelo Governo Federal, as entidades cobram ações emergenciais para evitar que os Estados tenham sérios problemas para cumprir suas metas fiscais no fechamento das contas de 2014.

Segundo os conselhos, já são oito meses em que ocorrem atrasos frequentes nos repasses federais. O atraso atinge as verbas da compensação pela Lei Kandir, Auxílio Financeiro às exportações, Salário Educação; royalties, recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Sistema Único de Saúde (SUS). No total, os Conselhos apontam uma dívida acumulada de R$ 2,026 bilhões.

Há também o fantasma do “pendura” pelo Governo Federal da última parcela de 2014, postergando o pagamento para 2015, é o que mais preocupa. Segundo o titular da Fazenda do Pará, José Tostes, que é coordenador nacional do Confaz, as receitas transferidas deixaram de ser repassadas no próprio mês, para serem feitas no mês seguinte. Assim, os Estados correm o risco de terminar o ano com 11 repasses, em vez de 12.

Esses atrasos sucessivos acabam impactando a receita mensal dos Estados entre 8% e 14%. “A situação afeta a sustentabilidade fiscal dos governos subnacionais, haja vista impor dificuldades orçamentárias e financeiras, além do descumprimento dos índices da Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirma a carta-conjunta assinada pelos secretários reunidos em Brasília. Os secretários alertam que mantido o quadro atual, os Estados terão dificuldades de alcançar as metas fiscais estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e as disposições contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal.

No documento onde expõem os problemas, os secretários também apontam soluções emergenciais para regularizar as transferências atrasadas, além de oferecer medidas compensatórias às “substanciais perdas” decorrentes das decisões do governo federal, em especial às desonerações tributárias. Uma das principais medidas sugeridas – para não dizer exigência – dos Estados é a edição pelo Governo Federal de medida provisória prevendo a regularização dos repasses em atraso até 20 de dezembro.

Outra ação indicada pelos secretários é a aprovação de uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), permitindo a flexibilização dos indicadores a serem cumpridos. De acordo com os representantes dos Estados, as desonerações feitas pelo governo neste ano representaram diminuição nos repasses do FPE (Fundo de Participação dos Estados), o que comprometeu ainda mais as contas estaduais.

Também nesta semana, segundo o jornal Valor Econômico, os governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), estiveram no Ministério da Fazenda com o “pires na mão”. Queiroz pediu o pagamento de R$ 625 milhões, que, segundo ele, são de repasses atrasados do Governo Federal de despesas da Previdência Social.

“Todo fim de ano tem dificuldades. Estamos fazendo todo o esforço”, disse o governador petista. Já Puccinelli pediu ao governo federal o repasse de R$ 44 milhões de créditos da Lei Kandir que, segundo ele, deveriam ter sido pagos ao longo do ano. “Todo ano é uma batalha insana por esse pagamento. Quero que seja editada uma medida provisória liberando o recurso para podermos fechar as contas”, completou.

Desonerações fiscais provocam rombo

Com o objetivo de diminuir o impacto da crise econômica mundial sobre a economia brasileira, o Governo Federal vem adotando desde 2008 uma série de medidas de desonerações fiscais para fomentar e manter aquecido o mercado interno. Essa política, no entanto, tem se concentrado especialmente no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Renda (IR), com reflexos negativos nos repasses aos Estados através do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo IPI-Exportação (FPEX), mas também alcançam as contribuições com a redução a zero da alíquota da CIDE Combustíveis.

“Somente referente às transferências do FPE e IPI, em relação ao previsto inicialmente no orçamento da União para o ano e o que foi repassado ao Estado, a quebra de repasse até outubro soma R$ 357 milhões”, afirma nota técnica da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Pará. De acordo com a Sefa, “não bastasse o enorme prejuízo que o Pará tem com a ínfima compensação que recebe pela desoneração das exportações promovida pela Lei Kandir que representam menos de 10% das perdas, a partir de março de 2014 começou a ocorrer também a postergação dos repasses mensais dessa compensação, ocorrendo em sequência nos meses seguintes o mesmo problema. Permanecendo esta situação até dezembro, os valores do mês de dezembro 2014 poderão ser repassados somente em 2015”, informa a Sefa.

Já em relação aos atrasos, são cerca de R$ 200 milhões em valores que estão previstos nas receitas de 2014, mas que podem ser postergadas para 2015 caso o Governo Federal não atenda ao pedido dos Estados, expresso na carta-conjunta apresentada esta semana, considerando recursos do Fundo IPI-Exportação (FPEX), FUNDEB, Royalties, Lei Kandir e Recursos da Saúde e Educação.

Na avaliação de José Tostes, secretário da Fazenda do Pará, os atrasos e queda de repasses prejudicam diretamente as contas do Estado. Um dos exemplos é o repasse pelo FPEX, que já vêm ocorrendo há algum tempo. Os valores de 2013 somente foram transferidos em janeiro de 2014. Neste final de ano, a situação se repete e pode ocorrer a mesma situação, com as transferências ocorrendo somente em 2015, privando o Pará de R$ 140 milhões que constam de seu orçamento e não seriam realizados.

“O Estado terá graves problemas com a postergação dessas receitas, primeiro devido a áreas como saúde e educação, que tem ações de caráter contínuo e impostergáveis, e além disso, o quadro das finanças estaduais será gravemente afetado, pois se somarmos essa postergação de receitas às transferências legais, teremos mais de R$ 500 milhões de perdas em 2014, o que afetará enormemente o equilíbrio fiscal do Estado”, disse.

sábado, 22 de novembro de 2014

Armando Monteiro aceita convite para o Desenvolvimento

Antes, o nome cotado para o Desenvolvimento era o de Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011

O senador Armando Monteiro recebeu o convite – e aceitou – para ser o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e candidato derrotado ao governo de Pernambuco pelo PTB, ele avisou para assessores que teria compromissos nesta sexta em Brasília e voou para a cidade. Pela manhã, foi recebido pela presidente Dilma no Palácio da Alvorada.

Antes, o nome cotado para o Desenvolvimento era o de Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011. Mas ele tinha impedimentos porque a Coteminas, empresa da família, tem empréstimos do BNDES.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Leitura de textos no celular pode causar danos à coluna

Embora seja quase impossível evitar as tecnologias, as pessoas devem fazer um esforço para olhar para seus telefones com a coluna ereta

Numa inclinação de pescoço de 60º, o peso sobre o pescoço sobre para quase 30 quilos. Foto: Reprodução / Ken HansrajA cabeça humana pesa cerca de 5 quilos. Porém, conforme o pescoço sobe e desce, o peso sobre a coluna cervical tende a subir. Numa inclinação de 15º, esse peso pode chegar a pouco mais de 12 quilos, já a 60º esse peso aumenta para quase 30 quilos. Com esses dados, cientistas chegaram à conclusão de que ler textos em celulares pode levar à lesões graves na coluna e até à necessidade de cirurgia corretora. As informações são do jornal Washington Post.

Num estudo a ser divulgado no próximo mês na revista Surgical Technology Internacional, o doutor em medicina Kenneth Hansraj, chefe em operação na coluna em um hospital de Nova York, descobriu que o hábito muito comum hoje em dia de ler e escrever nos celular está prejudicando a saúde das pessoas. “É uma epidemia. Olhe ao seu redor. Todos estão com as cabeças abaixadas, olhando para o celular”, ele diz. “O problema é profundo para o jovens. Com esse estresse sobre o pescoço, logo veremos esses garotos precisando de cuidados médicos com suas colunas. Os pais deveriam se preocupar mais com isso”.

Para se ter uma ideia, o especialista compara que uma inclinação no pescoço em 60º, que faz o peso sobre o pescoço aumentar em quase 30 quilos (veja na ilustração), é como carregar um criança de oito anos sobre os ombros durante algumas horas diariamente. Usuários de smartphones tentem a passar entre duas e quatro horas, com a cabeça baixa, olhando para os celulares. São cerca de 700 a 1.400 horas por ano que os jovens tencionam demais a coluna cervical, segundo a pesquisa de Hansraj.

“Enquanto você alonga o tecido (do pescoço) por um longo período, ele se danifica, fica inflamado”, acrescenta Tom DiAngelis, presidente da Associação Americana de Fisioterapia, o que pode causar hérnias de discos e outros problemas.

“Embora seja quase impossível evitar as tecnologias, as pessoas devem fazer um esforço para olhar para seus telefones com a coluna ereta (sem tencionar o pescoço) e evitar passar horas a cada dia debruçados sobre os aparelhos”, de acordo com a pesquisa aconselham os médicos.