terça-feira, 24 de março de 2015

Senado aprova fim das coligações partidárias

 
O Senado aprovou nesta terça (24), de forma definitiva, o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais. A PEC (proposta de emenda constitucional) proíbe os partidos políticos de formar coligações nas eleições para a Câmara dos Deputados, Assembleias e Câmaras de Vereadores.
Ficam mantidas as coligações somente nas eleições majoritárias - presidente da República, governos estaduais, municipais e Senado.
Os senadores tinham aprovado a PEC no começo de março em primeiro turno e concluíram sua análise em segundo turno nesta terça. A proposta segue para votação na Câmara dos Deputados. No total, 62 senadores votaram a favor da PEC, 1 contra e 1 se absteve.
A proposta é o primeiro item da reforma política, anunciada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como prioridade para o Congresso nos próximos meses. A Câmara e o Senado vão elaborar em conjunto uma "pauta expressa", com pontos da reforma política a serem aprovados pelas duas Casas de forma mais rápida.
O objetivo da PEC é acabar com as chamadas "legendas de aluguel", quando partidos se unem próximo às eleições apenas para ampliar o tempo no horário eleitoral de rádio e TV ou aumentar a visibilidade de siglas "nanicas". O tempo para o horário eleitoral soma o destinado a todos os partidos que integram as coligações.
A proposta também dá fim aos chamados "puxadores de votos", em que deputados com votações expressivas garantem a eleição de outros que não alcançaram o chamado quociente eleitoral com seus próprios votos.
A divisão do quociente eleitoral pela soma de todos os votos dados à legenda (partido e coligação) e a seus candidatos resulta no quociente partidário, o número de vagas a que cada partido ou coligação tem direito. 
Nesse cálculo, os deputados mais votados - os chamados puxadores de votos - contribuem com a eleição de outros da mesma coligação. Nas eleições para a Câmara dos Deputados em 2014, apenas 36 dos 513 deputados eleitos alcançaram o quociente eleitoral com seus próprios votos.
Segundo mais votado nas eleições de 2014, com mais de 1 milhão de votos, o deputado reeleito Tiririca (PR) "puxou" mais cinco candidatos de seu partido. Um deles, o deputado Capitão Augusto, recebeu apenas 46 mil votos.
(Folhapress)

segunda-feira, 23 de março de 2015

Infectologista explica diferenças entre Chikungunya e Dengue


Você sabe o que é a Febre Chikungunya? Facilmente confundida com a dengue, por ter sintomas muito parecidos, a doença é causada por um Arbovirus e teve seu primeiro registro em 1952 na África, desde então tem se proliferado por países da América Latina. Para orientar a população e esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, a Infectologista, Andreia Maruzo Perejão explica que a transmissão das duas doenças ocorre pela picada dos mosquitos Aedes aegypti ou Aedes albopictus.
Segundo a profissional entre 72% a 95% das pessoas infectadas apresentam febre alta repentina. “Além desse sintoma clássico, o paciente com Chikungunya também apresenta cefaleia, mialgia, manchas pelo corpo (exantema), conjuntivite, náuseas e vômitos e dores articulares debilitantes (poliartrite), sendo esse último sintoma o que mais a diferencia da dengue”. “Seu nome vem da língua Kinchonde e significa ‘homem que anda arqueado’ devido às fortes dores articulares” explica a infectologista. “Essa artrite ocorre mais em mãos e pés e pode persistir por meses ou anos, mas, raramente há complicações ou mortes” ressalta a infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dra. Andreia Maruzo Perejão.
A médica explica que o diagnóstico se dá pela suspeita clinica e exames de sangue como sorologias, cultura viral ou RT PCR. A infectologia adverte, “O tratamento é sintomático, pois não há medicação especifica para o vírus, ou seja, tratamos os sintomas e orientamos o paciente a repousar, se alimentar e se hidratar bem para melhorar sua imunidade durante o ciclo do vírus”. Para a prevenção da Chikungunya deve-se manter os mesmos cuidados que se tem com a dengue, “É extremamente importante eliminar qualquer objeto que acumule água principalmente da chuva, pois podem ser criadouros do mosquito. Durante as epidemias também oriento o uso de repelentes”, diz a infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão.
“O período de incubação do vírus leva de 2 a 10 dias, e na dengue o risco de evoluir para um quadro hemorrágico é maior” finaliza a profissional.

quarta-feira, 18 de março de 2015

30 minutos a menos de sono por dia pode engordar

Estudo mostrou que não adianta compensar o sono perdidodurante a semana no fim de semanaEstudo mostrou que não adianta compensar o sono perdido durante a semana no fim de semana
             Pode parecer pouco, mas perder 30 minutos de sono por dia durante a semana pode ter consequências indesejáveis em longo prazo. De acordo com um novo estudo, dormir meia hora a menos todos os dias pode causar aumento do peso e interferir no funcionamento do metabolismo.
"Embora estudos anteriores tenham mostrado que a duração do sono curto está associada com obesidade e diabetes, verificou-se que menos de 30 minutos por dia a menos de sono já é suficiente para ter efeitos significativos sobre a obesidade e resistência à insulina", disse em comunicado o principal autor do estudo, Shahrad Taheri , professor de medicina no Weill Cornell Medical College, em Qatar, em Doha. "Isso reforça as observações anteriores de que a perda de sono pode ter consequências metabólicas".
O estudo também mostrou que não adianta compensar o sono perdido na semana durante o fim de semana. Os resultados da pesquisa foram apresentados na reunião anual da Sociedade de Endocrinologia, em San Diego, neste mês.
"A perda de sono é muito comum na sociedade moderna, mas só na última década percebemos suas consequências metabólicas", disse Taheri. "Nossos resultados sugerem que evitar o débito de sono pode ter benefícios positivos para o peso corporal e para o metabolismo", explicou citando o efeito da falta de descanso em um quadro de diabetes tipo 2, doença estudada pelos pesquisadores.
Método
O professor Taheri e seus colegas recrutaram 522 pacientes com diagnóstico recente de diabetes tipo 2 e, aleatoriamente, colocaram essas pessoas em três grupos: atividades de rotina, intervenção com atividade física e dieta e intervenção com atividade física.
No início do estudo, peso e altura foram registrados, assim como a medida da circunferência abdominal para determinar a adiposidade central. Amostras de sangue em jejum também foram coletadas para verificar a sensibilidade dos participantes do estudo à insulina.
Os participantes fizeram um diário contando sobre sua rotina noturna por sete dias, incluindo a dívida de sono durante os dias úteis.
No início do estudo, em comparação com os participantes que não tinham débito de sono durante a semana, aqueles que apresentaram privação do descanso em dias úteis eram 72% mais propensos a ser obesos. Quando se alcançou a marca de seis meses, foi possível determinar que a falta de sono durante a semana era significativamente associada com obesidade e resistência à insulina.
Após 12 meses, para cada 30 minutos de débito de sono durante a semana no início do estudo, o risco de obesidade e pré-diabetes ou diabetes foi significativamente aumentado em 17% e 39%, respectivamente.
Os autores do estudo ressaltaram que os dados são importantes para tratar futuramente doenças metabólicas levando em consideração diversos fatores, inclusive a rotina de sono do paciente.

domingo, 15 de março de 2015

Papa enfrenta muitas resistências dois anos após eleição

 Foto: Tiziana Fabi/AFP
Dois anos após sua eleição, o primeiro papa latino-americano da história, Francisco, se tornou um fenômeno de massas por seus gestos e abertura, mas seu projeto de reformas gera resistências internas crescentes.
Eleito no dia 13 de março de 2013 após a surpreendente renúncia de Bento XVI, perseguido pos escândalos e intrigas, Francisco assumiu a direção espiritual de mais de 1,2 bilhão de católicos com um estilo novo, fresco e simples, o que lhe valeu o título de uma das personalidades mais carismáticas do mundo.
Em um prazo recorde conseguiu fazer com que os católicos voltassem a apreciar a Igreja num momento de crise econômica em todo o mundo, valorizando seu compromisso com os pobres, os idosos, e disposta a dar alívio aos divorciados que voltam a se casar e aos casais gays.
O líder que prometeu mudar o sistema operacional da Igreja, que considera fundamental descentralizar, dar espaço às igrejas periféricas, e que quis renovar a poderosa Cúria Romana, o governo central, acusada de acumular poder, riqueza e privilégios, não parece dispor de muito tempo para realizar as mudanças.
"Muitos esperam olhando para o relógio o fim do pontificado", advertiu à AFP o veterano vaticanista Marco Politi, autor do livro "Francisco entre os lobos".
A vontade do Papa argentino de mudar a Igreja vai além de uma operação de maquiagem e começa a irritar diferentes setores.
Por isso o ano de 2015 se apresenta chave para seu pontificado, já que deverá começar a apresentar resultados.
Duas frentes figuram entre as mais difíceis e complexas: a reforma da Cúria, um projeto lançado em 2013, e a resposta aos desafios da família moderna e sua evolução, com o Sínodo que será realizado em outubro.
Convencer os chefes da Cúria e as congregações a levar uma vida simples e sóbria após décadas de luxo gerou uma guerra interna de todos contra todos, em particular pela gestão das finanças vaticanas, segundo a revista italiana L'Espresso, que publicou nesta semana um número especial.
Os vazamentos recentes à imprensa sobre os supostos gastos elevados do cardeal George Pell, poderoso secretário para a Economia do Vaticano, demonstram que muitos estão dispostos a voltar aos métodos do passado para atacar seus inimigos, enquanto novas rivalidades também surgiram.
Francisco, consciente de que tem pouco tempo, conta com o apoio de uma parte dos prelados que não temem ajudá-lo, enquanto outros esperam com prudência.
"Este é um pontificado no qual foi fixado um término. Isso significa que as forças que se opõem olham para o relógio e dizem: esperemos quatro ou cinco anos e tudo isso vai acabar", explicou Politi.

Inclassificável

Francisco, que usa uma linguagem direta e espontânea e que prefere se envolver e romper moldes com declarações impróprias, costuma utilizar parábolas do Evangelho para ilustrar a Igreja que deseja, inspirada naquela das origens.
Para mostrar com exemplos seu desejo de mudança, concedeu a um pequeno jornal de um bairro pobre periférico de Buenos Aires, La Cárcova News, uma entrevista exclusiva por ocasião dos dois anos de seu pontificado, algo impensável há poucos anos nos corredores do Vaticano.
Seus colaboradores afirmam que é uma pessoa autoritária, ríspida com os prelados e afável com os fiéis, razão pela qual alguns o acusam de ser um demagogo.
Um resultado evidente de seu breve pontificado é que sua mensagem chegou a todo o mundo, mas, principalmente, ao seu continente, a América, onde vive a maior parte dos católicos do mundo.
Francisco utilizou todo o seu prestígio para propiciar o início de negociações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos em um acordo assinado em 17 de dezembro, dia de seu aniversário de 78 anos, encerrando mais de meio século de tensões e abrindo uma nova fase para a história de toda a América.
Uma região que visitará neste ano. Um giro desejado e aprovado por ele mesmo irá passar por três países emblemáticos: Equador, Bolívia e Paraguai.

quinta-feira, 12 de março de 2015

JORNAL SEMENTES: Dormir sem roupa ajuda na perda de peso

JORNAL SEMENTES: Dormir sem roupa ajuda na perda de peso:   Muitas pessoas que tem o costume de dormir sem roupa talvez desconheçam que a prática faz bem à pele. Além disso, um estudo american...

Dormir sem roupa ajuda na perda de peso

 Dormir sem roupa ajuda na perda de peso (Foto: Reprodução)
Muitas pessoas que tem o costume de dormir sem roupa talvez desconheçam que a prática faz bem à pele. Além disso, um estudo americano comprovou que dormir sem roupa pode ter benefícios tanto para a saúde como para a vida a dois. Confira!
PERDA DE PESO - isso porque, sem roupas, dormimos melhor e regulamos a liberação do hormônio cortisol, o qual ajuda a manter a pressão arterial equilibrada e diminui a queima calórica para poupar energia, e quando o sono é interrompido, o nível de cortisol aumenta e você acorda com mais fome e vontade de comer.
O excesso de cortisol pode causar uma série de complicações: aumento do risco de diabetes, hipertensão arterial e depressão.
Sem falar que estimula o acúmulo de gordura abdominal pois o hormônio mobiliza o glicogênio, forma de açúcar guardada no fígado, que vira açúcar na circulação sanguínea e como ele não é utilizado, passa a ser depositado no abdômen;
BELEZA PARA O CABELO E A PELE - durante a noite a produção de colágeno aumenta e os radicais livres são eliminados e a regeneração celular dobra, mas, para que tudo isso aconteça, a pele precisa estar exposta e o contato com os lençóis provoca ainda uma esfoliação que renova as células da epiderme. 
SONO TRANQUILO - embora algumas pessoas gostem de ficar em um ambiente quentinho enquanto dormem, é importante ter um quarto fresco durante a noite pois a temperatura corporal cai enquanto você dorme, o que é uma tendência natural do organismo. Portanto, ficar em um ambiente muito quente pode atrapalhar o sono. 
LONGE DE BACTÉRIAS - dormir sem roupa é saudável também ao órgão sexual feminino pois o ambiente quente contribui para o crescimento excessivo de bactérias na região, então ficar algumas horas sem calcinha ajuda a prevenir infecções.
QUALIDADE DA RELAÇÃO SEXUAL - dormir sem roupa vai melhorar o seu relacionamento pois a prática aumenta o contato com a sua pele e a de seu parceiro, o que incentiva a relação sexual e aumenta a produção do hormônio oxitocina. Além disso, a prática faz você se sentir mais relaxada, o que aumenta as probabilidades de atingir o orgasmo.
Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 11 de março de 2015

SUS vai oferecer tratamento para transtorno bipolar


Os brasileiros que sofrem Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) contarão com a linha completa de tratamento para a doença após a incorporação dos medicamentos Clozapina, Lamotrigina, Olanzapina, Quetiapina e Risperidona.

A decisão, publicada ontem (10) no Diário Oficial da União, deverá representar um investimento do Ministério da Saúde da ordem de R$ 755 milhões em cinco anos.

Outra novidade importante é a publicação do primeiro Protocolo Clinico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) que servirá como guia para a orientação do diagnóstico, tratamento e acompanhamento desses doentes. Segundo estimativas de associações de pacientes, o transtorno pode afetar até dois milhões de brasileiros.

Os medicamentos incorporados servem para o tratamento dos sintomas associados à doença, caracterizada por alterações de humor – fases de depressão e euforia (mania). Além disso, auxiliam na prevenção dos diferentes estágios dos episódios de mania e depressão, sintomas clássicos da doença.

A estimativa é que, já em 2015, cerca de 270 mil pessoas sejam atendidas com esse novo tratamento, e a previsão é que esse número chegue a 330 mil em 2019.

Estima-se que os pacientes diagnosticados com transtorno bipolar podem desenvolver mais de 10 episódios de mania e de depressão durante toda a vida. A duração das crises e dos intervalos entre elas em geral se estabiliza após a quarta ou quinta crises.

Frequentemente, o intervalo entre os primeiro e segundo episódios pode durar cinco anos ou mais, embora 50% dos pacientes possam apresentar outra crise maníaca 2 anos após sua crise inicial. “O transtorno bipolar pode se apresentar em diferentes graus, do mais leve ao mais grave, por isso é importante promover o diagnóstico correto e o acesso ao melhor tratamento existente. Com essa incorporação, a expectativa do Ministério da Saúde é que até o final deste primeiro semestre os medicamentos já estejam à disposição da população” estima o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Protocolo

Além disso, o Ministério da Saúde acaba de publicar o primeiro Protocolo Clinico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) destinado para a orientação sobre diagnostico, tratamento e acompanhamento dos doentes que é fundamental para a ampliação do acesso aos tratamentos.

Por acometerem adultos jovens e por se tratar de doença crônica de longa evolução que prejudica os aspectos familiar, social e profissional dos doentes, o tratamento é muito importante para garantir a qualidade de vida das pessoas das famílias e da sociedade.

“Esse protocolo vai orientar os médicos no SUS a prescreverem os medicamentos combinados de acordo com o quadro clínico do paciente com o objetivo de conseguir o melhor resultado possível no tratamento do transtorno bipolar”, explica o secretário.

Para a inclusão de qualquer medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS), é necessário que sejam obedecidas às regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que garantem a proteção do cidadão quanto ao uso e eficácia do medicamento, por meio da comprovação da evidência clínica consolidada e o custo-efetividade dos produtos. Após a incorporação, o medicamento ou tecnologia pode levar até 180 dias para estar disponível ao paciente.