segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ministério da Saúde diz que Casos de dengue aumentaram em 240% em 2015 no Brasil

O Ministério da Saúde registrou até 28 de março deste ano 460,5 mil casos de dengue no país. O aumento é de 240,1% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram registrados 135,3 mil casos da doença.
Na comparação com o mesmo período de 2013 – quando foram notificados 730,8 mil casos – a redução é de 37%.
Segundo a pasta, nas 12 primeiras semanas do ano foram confirmadas 132 mortes provocadas pela dengue, aumento de 29% em comparação com o ano passado, que registrou 102 óbitos. No mesmo período de 2013, houve registro de 278 mortes (-52%).
O levantamento aponta que o estado com maior taxa de incidência de dengue é o Acre, com 882,5 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em seguida vem Goiás, com 702,4/100 mil e São Paulo, com 585,5 casos/100 mil habitantes.
A classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que lugares com mais de 300 casos da doença por 100 mil habitantes são considerados em situação de epidemia.
Em relação ao total de casos, São Paulo lidera, com 257.809 ocorrências, seguido de Goiás (45.819), Minas Gerais (30.153), Paraná (22.687) e Rio de Janeiro (13.181).
Apesar dos dados do ministério, o governo do estado de São Paulo discorda que exista uma epidemia. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o surto de dengue é limitado a 50% dos municípios.
Centro-Oeste tem maior incidência
A região Centro-Oeste apresentou até 28 de março a maior incidência de casos, com 393,3/100 mil habitantes (59.855 casos), seguida pelo Sudeste, com 357,5/100 mil habitantes (304.251 casos) e Norte, com 112,4/100 mil habitantes (19.402 casos).
O Nordeste vem na quarta posição, com 91,2 ocorrências por 100 mil habitantes (51.521 casos), e o Sul em quinto, com 88,8 notificações/100 mil habitantes (25.773 casos).

sábado, 11 de abril de 2015

Mulher enfrenta justiça após se casar com 10 homens

Uma mulher foi detida nesta sexta-feira (10), em Nova York, após ter casado com 10 homens, vários deles simultaneamente, e poderá ser punida com uma pena de quatro anos de prisão por fraude. Liana Barrientos, de 39 anos, se declarou inocente ao se apresentar a um tribunal do Bronx.
Segundo a promotoria, Liana Barrientos mentiu sobre sua licença matrimonial para poder celebrar o último casamento, em 2010, e agora poderá ser condenada a quatro anos de prisão.
Os registros do estado de Nova York mostram que ela foi casada dez vezes desde 1999 e que em 2002 esteve particularmente ocupada: naquele ano, ela disse "sim" seis vezes em diferentes cidades.
Os promotores não especificaram a razão deste comportamento, mas todos os maridos tinham nacionalidade estrangeira, como egípcia, paquistanesa e malinesa. Funcionários da imigração participaram das investigações do caso.
Seis dos maridos usaram o casamento com Barrientos para solicitar residência permanente nos Estados Unidos, entre eles o sexto, Rashid Rajput, deportado em 2006 para seu Paquistão natal, investigado por terrorismo, disseram os promotores.
Os documentos judiciais mostram que Barrientos, ainda com vinte anos, casou-se pela quarta vez no dia 14 de fevereiro de 2002, dia de São Valentim (data em que se celebra o Dia dos Namorados em vários países), sem nunca ter se divorciado.
Duas semanas depois, ela se casou com o quinto marido; 13 dias depois foi a vez do sexto e em maio, julho e agosto, casou-se com outros três.
Foi depois de ter apresentado os documentos para se casar com seu último marido, Salle Keita, em 4 de março de 2010, que ela chamou a atenção das autoridades.
Segundo o jornal "The New York Times", Barrientos já respondeu na justiça por posse de drogas e roubo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

OAB-PA vai à Justiça contra a Celpa

A Ordem dos Advogados do Brasil - Secção do Pará (OAB-PA) irá ingressar, nos próximos dias, com uma ação civil pública na Justiça Estadual contra a Celpa por causa da forma como vem sendo feita a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na conta de energia elétrica. A partir dessa ação, os valores cobrados indevidamente poderão ser restituídos em dobro (repetição de indébito) aos consumidores. A informação foi dada ontem pelo presidente da OAB-PA, advogado Jarbas Vasconcelos, ao comentar a reportagem de O LIBERAL publicada no último domingo, 5, expondo a cobrança do ICMS “por dentro” nas contas da empresa, que não toma como base de cálculo o consumo, mas o subtotal da fatura, onde já estão embutidos valores relativos à cobrança de tributos federais como o PIS, Cofins e o próprio ICMS, o que tem causado estranheza aos consumidores. A Celpa encaminhou nota ao jornal alegando que a cobrança tem sido feita de foma legal. 
A OAB-PA já havia detectado a cobrança “por dentro” do ICMS na conta de consumo de energia elétrica no Pará, lembra Jarbas Vasconcelos. Essa cobrança foi denunciada pela OAB-PA na audiência pública realizada em março, no Centur, coordenada pelo deputado federal Arnaldo Jordy, para debater os problemas causados pela Celpa aos consumidores paraenses. A Ordem denunciou a “cobrança indevida do ICMS” e que o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) de 2014 com o Ministério Público do Estado não vinha sendo cumprido com relação às faturas. 
Diante desse cenário, a OAB-PA decidiu partir, agora, para uma medida mais drástica, em parceria com o deputado Arnaldo Jordy. No caso, uma ação civil pública contra a Celpa, porque “o cálculo referente à alíquota do ICMS é completamente errado”, garante Jarbas Vasconcelos. O fato gerador, na interpretação da OAB-PA, tem que ser o consumo, e não o total da conta, englobando tributos federais e o ICMS. Em outros estados, a cobrança do ICMS tem como base de cálculo o consumo, mas somente no Pará esta incide sobre o total da conta. Na avaliação da Ordem, como o ICMS é um produto essencial, esse tributo deveria ter seu valor reduzido, e não aumentado, como se constata na cobrança da Celpa.

RECLAMAÇÕES 
O coordenador de Fiscalização do Procon-PA , Rafael Braga, destacou que, antes mesmo de O LIBERAL publicar a reportagem que denunciou a cobrança do ICMS “por dentro”, essa prática já vinha sendo questionada por consumidores em Belém. “Nós temos reclamações formalizadas no Procon nesse sentido”, destacou, para acrescentar: “Na minha opinião, essa é uma cobrança abusiva, mas do ponto de vista jurídico, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) regulamenta a cobrança”. Rafael Braga disse que existem ações na Justiça pelo Brasil acerca da cobrança, mas essas reclamações têm sido julgadas improcedentes. Daí porque defende um amplo debate sobre o assunto, com a participação da Aneel, entidades de classe, gestores públicos e da sociedade em geral. 
O economista Nélio Bordalo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-PA), detacou que a “cobrança do ICMS “por dentro” já foi questionada junto à Celpa inúmeras vezes”. Ele ressaltou que “a esfera de discussão é mais na área jurídica do que econômica” e que “a concessionária deveria esclarecer a forma de cobrança dos tributos, com transparência, nas contas de energia e em seu site, para que a população fique ciente de que forma o calculo é efetivado”.

ENTENDA
Embora o governo do Estado determine uma alíquota de 25% para fins de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) nas faturas de energia elétrica, a Celpa, empresa do grupo Equatorial, abocanha 38% de impostos dos paraenses. Isso significa que ela arrecada 50% a mais sobre o tributo real, uma vez que aplica a cobrança do ICMS “por dentro”, gerando peso maior que sua alíquota nominal, ou seja, a concessionária impõe uma bitributação ao povo paraense. Entretanto, nem todas as concessionárias do país adotam essa prática em relação a seus consumidores. A Companhia Elétrica de Brasília (CEB), por exemplo, aplica corretamente a cobrança do ICMS, conforme estabelece o artigo 119 da Resolução 414/10 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), parágrafo II, alínea 1ª, determinado que a incidência dos tributos federais, estaduais, municipais ou do Distrito Federal, deva incidir - única e exclusivamente - sobre o faturamento do consumo de energia, e não sobre o total da conta faturada.

terça-feira, 24 de março de 2015

Senado aprova fim das coligações partidárias

 
O Senado aprovou nesta terça (24), de forma definitiva, o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais. A PEC (proposta de emenda constitucional) proíbe os partidos políticos de formar coligações nas eleições para a Câmara dos Deputados, Assembleias e Câmaras de Vereadores.
Ficam mantidas as coligações somente nas eleições majoritárias - presidente da República, governos estaduais, municipais e Senado.
Os senadores tinham aprovado a PEC no começo de março em primeiro turno e concluíram sua análise em segundo turno nesta terça. A proposta segue para votação na Câmara dos Deputados. No total, 62 senadores votaram a favor da PEC, 1 contra e 1 se absteve.
A proposta é o primeiro item da reforma política, anunciada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como prioridade para o Congresso nos próximos meses. A Câmara e o Senado vão elaborar em conjunto uma "pauta expressa", com pontos da reforma política a serem aprovados pelas duas Casas de forma mais rápida.
O objetivo da PEC é acabar com as chamadas "legendas de aluguel", quando partidos se unem próximo às eleições apenas para ampliar o tempo no horário eleitoral de rádio e TV ou aumentar a visibilidade de siglas "nanicas". O tempo para o horário eleitoral soma o destinado a todos os partidos que integram as coligações.
A proposta também dá fim aos chamados "puxadores de votos", em que deputados com votações expressivas garantem a eleição de outros que não alcançaram o chamado quociente eleitoral com seus próprios votos.
A divisão do quociente eleitoral pela soma de todos os votos dados à legenda (partido e coligação) e a seus candidatos resulta no quociente partidário, o número de vagas a que cada partido ou coligação tem direito. 
Nesse cálculo, os deputados mais votados - os chamados puxadores de votos - contribuem com a eleição de outros da mesma coligação. Nas eleições para a Câmara dos Deputados em 2014, apenas 36 dos 513 deputados eleitos alcançaram o quociente eleitoral com seus próprios votos.
Segundo mais votado nas eleições de 2014, com mais de 1 milhão de votos, o deputado reeleito Tiririca (PR) "puxou" mais cinco candidatos de seu partido. Um deles, o deputado Capitão Augusto, recebeu apenas 46 mil votos.
(Folhapress)

segunda-feira, 23 de março de 2015

Infectologista explica diferenças entre Chikungunya e Dengue


Você sabe o que é a Febre Chikungunya? Facilmente confundida com a dengue, por ter sintomas muito parecidos, a doença é causada por um Arbovirus e teve seu primeiro registro em 1952 na África, desde então tem se proliferado por países da América Latina. Para orientar a população e esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, a Infectologista, Andreia Maruzo Perejão explica que a transmissão das duas doenças ocorre pela picada dos mosquitos Aedes aegypti ou Aedes albopictus.
Segundo a profissional entre 72% a 95% das pessoas infectadas apresentam febre alta repentina. “Além desse sintoma clássico, o paciente com Chikungunya também apresenta cefaleia, mialgia, manchas pelo corpo (exantema), conjuntivite, náuseas e vômitos e dores articulares debilitantes (poliartrite), sendo esse último sintoma o que mais a diferencia da dengue”. “Seu nome vem da língua Kinchonde e significa ‘homem que anda arqueado’ devido às fortes dores articulares” explica a infectologista. “Essa artrite ocorre mais em mãos e pés e pode persistir por meses ou anos, mas, raramente há complicações ou mortes” ressalta a infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dra. Andreia Maruzo Perejão.
A médica explica que o diagnóstico se dá pela suspeita clinica e exames de sangue como sorologias, cultura viral ou RT PCR. A infectologia adverte, “O tratamento é sintomático, pois não há medicação especifica para o vírus, ou seja, tratamos os sintomas e orientamos o paciente a repousar, se alimentar e se hidratar bem para melhorar sua imunidade durante o ciclo do vírus”. Para a prevenção da Chikungunya deve-se manter os mesmos cuidados que se tem com a dengue, “É extremamente importante eliminar qualquer objeto que acumule água principalmente da chuva, pois podem ser criadouros do mosquito. Durante as epidemias também oriento o uso de repelentes”, diz a infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão.
“O período de incubação do vírus leva de 2 a 10 dias, e na dengue o risco de evoluir para um quadro hemorrágico é maior” finaliza a profissional.

quarta-feira, 18 de março de 2015

30 minutos a menos de sono por dia pode engordar

Estudo mostrou que não adianta compensar o sono perdidodurante a semana no fim de semanaEstudo mostrou que não adianta compensar o sono perdido durante a semana no fim de semana
             Pode parecer pouco, mas perder 30 minutos de sono por dia durante a semana pode ter consequências indesejáveis em longo prazo. De acordo com um novo estudo, dormir meia hora a menos todos os dias pode causar aumento do peso e interferir no funcionamento do metabolismo.
"Embora estudos anteriores tenham mostrado que a duração do sono curto está associada com obesidade e diabetes, verificou-se que menos de 30 minutos por dia a menos de sono já é suficiente para ter efeitos significativos sobre a obesidade e resistência à insulina", disse em comunicado o principal autor do estudo, Shahrad Taheri , professor de medicina no Weill Cornell Medical College, em Qatar, em Doha. "Isso reforça as observações anteriores de que a perda de sono pode ter consequências metabólicas".
O estudo também mostrou que não adianta compensar o sono perdido na semana durante o fim de semana. Os resultados da pesquisa foram apresentados na reunião anual da Sociedade de Endocrinologia, em San Diego, neste mês.
"A perda de sono é muito comum na sociedade moderna, mas só na última década percebemos suas consequências metabólicas", disse Taheri. "Nossos resultados sugerem que evitar o débito de sono pode ter benefícios positivos para o peso corporal e para o metabolismo", explicou citando o efeito da falta de descanso em um quadro de diabetes tipo 2, doença estudada pelos pesquisadores.
Método
O professor Taheri e seus colegas recrutaram 522 pacientes com diagnóstico recente de diabetes tipo 2 e, aleatoriamente, colocaram essas pessoas em três grupos: atividades de rotina, intervenção com atividade física e dieta e intervenção com atividade física.
No início do estudo, peso e altura foram registrados, assim como a medida da circunferência abdominal para determinar a adiposidade central. Amostras de sangue em jejum também foram coletadas para verificar a sensibilidade dos participantes do estudo à insulina.
Os participantes fizeram um diário contando sobre sua rotina noturna por sete dias, incluindo a dívida de sono durante os dias úteis.
No início do estudo, em comparação com os participantes que não tinham débito de sono durante a semana, aqueles que apresentaram privação do descanso em dias úteis eram 72% mais propensos a ser obesos. Quando se alcançou a marca de seis meses, foi possível determinar que a falta de sono durante a semana era significativamente associada com obesidade e resistência à insulina.
Após 12 meses, para cada 30 minutos de débito de sono durante a semana no início do estudo, o risco de obesidade e pré-diabetes ou diabetes foi significativamente aumentado em 17% e 39%, respectivamente.
Os autores do estudo ressaltaram que os dados são importantes para tratar futuramente doenças metabólicas levando em consideração diversos fatores, inclusive a rotina de sono do paciente.

domingo, 15 de março de 2015

Papa enfrenta muitas resistências dois anos após eleição

 Foto: Tiziana Fabi/AFP
Dois anos após sua eleição, o primeiro papa latino-americano da história, Francisco, se tornou um fenômeno de massas por seus gestos e abertura, mas seu projeto de reformas gera resistências internas crescentes.
Eleito no dia 13 de março de 2013 após a surpreendente renúncia de Bento XVI, perseguido pos escândalos e intrigas, Francisco assumiu a direção espiritual de mais de 1,2 bilhão de católicos com um estilo novo, fresco e simples, o que lhe valeu o título de uma das personalidades mais carismáticas do mundo.
Em um prazo recorde conseguiu fazer com que os católicos voltassem a apreciar a Igreja num momento de crise econômica em todo o mundo, valorizando seu compromisso com os pobres, os idosos, e disposta a dar alívio aos divorciados que voltam a se casar e aos casais gays.
O líder que prometeu mudar o sistema operacional da Igreja, que considera fundamental descentralizar, dar espaço às igrejas periféricas, e que quis renovar a poderosa Cúria Romana, o governo central, acusada de acumular poder, riqueza e privilégios, não parece dispor de muito tempo para realizar as mudanças.
"Muitos esperam olhando para o relógio o fim do pontificado", advertiu à AFP o veterano vaticanista Marco Politi, autor do livro "Francisco entre os lobos".
A vontade do Papa argentino de mudar a Igreja vai além de uma operação de maquiagem e começa a irritar diferentes setores.
Por isso o ano de 2015 se apresenta chave para seu pontificado, já que deverá começar a apresentar resultados.
Duas frentes figuram entre as mais difíceis e complexas: a reforma da Cúria, um projeto lançado em 2013, e a resposta aos desafios da família moderna e sua evolução, com o Sínodo que será realizado em outubro.
Convencer os chefes da Cúria e as congregações a levar uma vida simples e sóbria após décadas de luxo gerou uma guerra interna de todos contra todos, em particular pela gestão das finanças vaticanas, segundo a revista italiana L'Espresso, que publicou nesta semana um número especial.
Os vazamentos recentes à imprensa sobre os supostos gastos elevados do cardeal George Pell, poderoso secretário para a Economia do Vaticano, demonstram que muitos estão dispostos a voltar aos métodos do passado para atacar seus inimigos, enquanto novas rivalidades também surgiram.
Francisco, consciente de que tem pouco tempo, conta com o apoio de uma parte dos prelados que não temem ajudá-lo, enquanto outros esperam com prudência.
"Este é um pontificado no qual foi fixado um término. Isso significa que as forças que se opõem olham para o relógio e dizem: esperemos quatro ou cinco anos e tudo isso vai acabar", explicou Politi.

Inclassificável

Francisco, que usa uma linguagem direta e espontânea e que prefere se envolver e romper moldes com declarações impróprias, costuma utilizar parábolas do Evangelho para ilustrar a Igreja que deseja, inspirada naquela das origens.
Para mostrar com exemplos seu desejo de mudança, concedeu a um pequeno jornal de um bairro pobre periférico de Buenos Aires, La Cárcova News, uma entrevista exclusiva por ocasião dos dois anos de seu pontificado, algo impensável há poucos anos nos corredores do Vaticano.
Seus colaboradores afirmam que é uma pessoa autoritária, ríspida com os prelados e afável com os fiéis, razão pela qual alguns o acusam de ser um demagogo.
Um resultado evidente de seu breve pontificado é que sua mensagem chegou a todo o mundo, mas, principalmente, ao seu continente, a América, onde vive a maior parte dos católicos do mundo.
Francisco utilizou todo o seu prestígio para propiciar o início de negociações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos em um acordo assinado em 17 de dezembro, dia de seu aniversário de 78 anos, encerrando mais de meio século de tensões e abrindo uma nova fase para a história de toda a América.
Uma região que visitará neste ano. Um giro desejado e aprovado por ele mesmo irá passar por três países emblemáticos: Equador, Bolívia e Paraguai.